Filha de Louis-Prosper Claudel, hipotecário e Louise-Athanaïse Claudel, Camille Claudel passou sua infância  em Villeneuve-sur-Fère, morando em um presbitério que seu avô materno

Seu pai, maravilhado com seu  precoce talento ao ver a pequena Camille, produzir esculturas com forma de esqueletos com impressionante semelhança, lhe dá todos os meios de desenvolver suas potencialidades,  sua mãe, por outro lado, está sempre colocando-se  contra todo aquele empenho, reagindo muitas vezes violentamente no sentido de reprovar a filha.

Em 1881 , parte para Parais e ingressa na Academia Colarossi, tendo por mestre primeiramente Alfred Boucher e Auguste Rodim, desta época que datam suas primeiras obras que nos são conhecidas: A Velha Helena  ou Paul aos treze anos.

Rodin, impressionado com seu trabalho, admite Camille como aprendiz de seu ateliê da rua da Universidade em 1885 e é nesse momento que ela irá colaborar na execução das Portas do Inferno  e do monumento Os Burgueses de Calais .

Tendo deixado sua família pelo amor de Rodin, ela trabalha vários anos a serviço de seu mestre e mantendo-se à custa de sua própria criação, em  vezes, a obra de um e de outro são tão próximas que não se sabe qual obra do mestre ou da aluna inspirou um ou copiou o outro, as obras se completam, falam a mesma lingua, tamanha a sintonia entre Rodim e Camille, além disso, ela enfrenta  duas grandes dificuldades:  Rodin não consegue decidir-se em deixar Rose Beuret, sua companheira  desde os  anos difíceis, e por outro lado, alguns afirmam que suas obras seriam executadas por Rodim.  Camille tenta se distanciar, percebe-se  claramente essa tentativa  em sua obra no periodo de 1880 a 1894, tanto na escolha dos temas como no tratamento das peças: A Valsa  ou A Pequena Castelã , esse distanciamento segue até o rompimento  em 1898,  que é marcada e contada pela famosa obra de título preciso: A Idade Madura.

Ressentida e desorientada, Camille Claudel nutre então por Rodin um amor-ódio que a levará à paranóia, instala-se  no número 19 do quai Bourbon e continua sua busca artística em grande solidão apesar do apoio de críticos como Octave Mirbeau, Mathias Morhardt,  e do fundidor Eugène Blot que organiza duas grandes exposições, esperando o reconhecimento e assim um benefício sentimental e financeiro para Camille Claudel, suas exposições têm grande sucesso de crítica, mas Camille está  doente demais para se importar com os elogios.

Apos 1905,  os períodos de intensa paranóia  multiplicam-se e  ela crê em seus delírios, acredita que Rodin está apoderando-se de suas obras para moldá-las e expô-las como suas, que também o inspetor do Ministério das Belas-Artes está em conluio com Rodin, e que desconhecidos querem entrar em sua casa para lhe furtar as obras. Ela vive em constante  abatimento físico e psicológico, não se alimentando mais e desconfiando de todos.

Seu pai, seu porto-seguro, morre em 3 de março de 1913 e logo em seguida, ela é internada no manicômio de Ville-Evrard, permanecendo lá ate a  eclosão da Primeria Guerra Mundial, por causa do conflito ela é transferida para Villeneuve-lès-Avignon onde encerrada ate sua morte no dia 19 de outubro de 1943, após trinta anos de internação.