Musica Popular Brasileira
novembro 24, 2013O choro surgido por volta de 1870, com fortes influências e fazendo uma fusão dos gêneros musicais europeus como a polca, o schottish, e os gêneros africanos oriundo dos escravos, preservados e desenvolvidos pelos seus descendentes, acbou por criar um estilo onde a principal características estava na capacidade dos músicos de improvisar sobre uma melodia, geralmente o choro é tocado por um conjunto com dois ou três violões, sendo um de sete cordas, um cavaquinho, um pandeiro e usualmente uma flauta, bandolim ou outro instrumento para fazer os solos.
A partir da popularização do “chorinho”, a marchinha de carnaval - muito popular nos carnavais brasileiros da década de 20 – deixa os estilo importado de Portugal para ter um estilo próprio, mais acelerado, com melodias mais simples, porém com mais cor e letras picantes e dúbias, ate a década de 60’ as marchinhas dominaram os carnavais, sendo substituídas pelos Sambas de enredo.
Antes do Samba enredo praticamente ter sufocado a marchinha, um outro gênero típico da região nordeste, o lundu tocado de forma diferenciada pelos violeiros do sertão com um grande apelo para a dança foi transformado em música popular urbana no início da década de 40 através do trabalho de Luiz Gonzaga o "Rei do Baião" e Humberto Teixeira, entretanto o baião instrumental de Waldir de Azevedo abriu o caminho para a divulgação do ritmo em todo o mundo. Delicado é um exemplo significativo, que acabou recebendo duas letras: a que foi cantada por Carmen Miranda na sua última apresentação pública, no show do Jimmy Duran e a que Ademilde Fonseca gravou no Brasil.
A onda do baião, embora avassaladora nos anos 40 e 50, não durou muito pois já na década de 1960 tinha início o seu declínio, atualmente está retomando fôlego com os forros universitários.
O Forró gênero musical e de dança também original da Região Nordeste, muito popular nas cidades de Caruaru e Campina Grande, onde é símbolo da Festa de São João, e nas capitais Fortaleza, Natal e Recife onde são promovidas grandes festas que duram a noite toda, o Forró é um conjunto de estilos relacionados, e não um único, entre os vários ritmos diferentes que são identificados como Forró, destacam-se o Baião, o Côco, o Rojão, a Quadrilha, o Xaxado e o Xote.
O termo Forró, é freqüente associado a origem da palavra For All expressão inglesa para todos, como um anglicismo, p dar veracidade a essa versão foi construída uma engenhosa história: no início do século XX, os engenheiros britânicos, instalados em Pernambuco para construir a ferrovia Great Western, promoviam bailes aberto ao público, ou seja for all, assim, for all passaria a ser, no vocabulário do povo nordestino, forró (a pronúncia mais próxima), outra versão da mesma história substitui os ingleses pelos americanos e o Pernambuco do início do século XX pela Natal do período da Segunda Guerra Mundial, quando uma base militar dos Estados Unidos foi instalada na cidade, contudo não há sustentação para a origem anglicista do termo, sendo mais folclore do que realidade.
O samba talvez seja o verdadeiro ritmo da alma do povo brasileiro, nascido nos morros do Rio de Janeiro, entre os negros ex-escravos e seus descendentes, o primeiro samba gravado foi: Pelo telefone, de Donga, no ano de 1917, sendo uma composição coletiva.
O samba representa, no Brasil, uma forte manifestação da cultura popular, o samba possui diversas vertentes, varias faces segundo os ambientes culturais do país, nas maiores capitais, principalmente no Centro-Sul, a principal manifestação do Samba é o Carnaval com o desfile de Escolas de Samba sendo o momento maximo.
Na de 60’, o Rio de Janeiro foi palco de um dos mais importantes movimentos de renovação da música popular e urbana do Brasil: a Bossa Nova, movimento que inovou muitos aspectos da canção brasileira, além de alterar os padrões de interpretação popular.
De acordo com Sérgio Cabral, a Bossa Nova foi um processo iniciado na década de 40’, entre os anos de 1940 e 1960, ele ainda ressalta a importância de músicos como Custódio Mesquita, Aníbal Garoto (Augusto Sardinha), Dick Farney, Lúcio Alves, o "Os Cariocas", entre outros, que realizaram alterações específicas em suas composições e interpretações, estas modificações nas músicas, influenciaram um grupo de jovens da Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro.
Rui Castro no livro "Chega de Saudade", descreve como aquele grupo de jovens de Copacabana se reunia periodicamente para tocar música na residência de Nara Leão, e a busca por uma composição e interpretação mais moderna para mudar a linguagem da musica que ouviam, mas oficialmente, a Bossa Nova apareceu no cenário fonográfico em 58, com o disco de 78 rotações, Chega de Saudade, de João Gilberto, os arranjos e uma das composições foram feitos por um jovem maestro que trabalhava para a gravadora Odeon, Antônio Carlos Jobim. O disco não foi um sucesso imediato no Rio de Janeiro, mas após insistência dos produtores, foi enviado a São Paulo, onde teve boa aceitação, especialmente por um público mais jovem, contudo, o verdadeiro "bum" daquele novo jeito de cantar e tocar, porém, veio com o LP homônimo, gravado no ano seguinte, o LP foi consumido nacionalmente, rapidamente se espalhou pelo Rio de Janeiro, principalmente pelo intermédio de jovens secundaristas e universitários cariocas.
O Grupo Universitário Hebraico do Brasil, ao estabelecer contatos com o grupo da Bossa Nova, organizou os primeiros shows que seriam freqüentados principalmente pelo púbico universitário, que rapidamente se identificou com o movimento.
Alguns críticos e alguns pesquisadores questionaram a "autenticidade" do movimento, afirmando que a Bossa Nova rompia com a "tradição" e/ou com as "raízes" da música brasileira, visto que seus protagonistas eram apreciadores da música norte-americana, o Jazz, apesar da reação dos críticos, atualmente é reconhecido a importância da Bossa Nova como um momento de transformação da Música Popular no Brasil, um exemplo, é neste momento que se cunha o termo Música Popular Brasileira (MPB), também inicia-se a discussão sobre a "modernização" da música brasileira, o que acaba por criar movimentos como a Canção de Protesto – engajada pelos direitos civis e o repudio pela truculência do estado - e a Tropicália.
Tropicália ou Tropicalismo foi um movimento cultural que nasceu sob a influência das correntes de vanguarda nacionais e estrangeiras (pop/rock, poesia concreta) e mesclou manifestações tradicionais da cultura brasileira a inovações estéticas radicais, tinha objetivos sociais e políticos, mas principalmente uma proposta de mudança no comportamento e atitude, encontraram eco em boa parte da sociedade, que vivia sob jugo do regime militar e os Atos Instituicionais, no final da década de 1960; abrangendo a música, as artes plásticas, o cinema e o teatro brasileiro, embora marcante, o Tropicalismo foi visto por seus detratores como um movimento vago, sem comprometimento político de um grupo alienado, comum à época em que artistas como Chico Buarque ou Geraldo Vandré lançaram músicas de críticas à ditadura.
A Tropicália, talvez tenha sido o ultimo movimento de reinvenção da MPB, porque apesar, de muitas bandas aparecerem nos anos 80’, como Barão Vermelhão e Legião Urbana e respectivamente Cazuza E Renato Russo sejam os maiores nomes dessa geração, o movimento estava mais próximo do Punk Rock Inglês dos anos 70’ e a influência da New Wave, de bandas como Joy Division, Clash e Devo entre outras.
Postado por R.A.F. Postado em: Bandas - Artistas

