Deep Purple

novembro 23, 2013

O Deep Purple surgiu com uma proposta diferente, no país que originou Beatles, Rolling Stones, consagrou Jimi Hendrix e deu o título de deus a Eric Clapton, todos esperavam pela próxima novidade do rock, em 1967, Chris Curtis, ex-baterista do The Searchers, teve a idéia de reunir vários músicos num grupo chamado Roundabout, eles se revezariam na bateria, como num carrossel, depois que a idéia foi comprada pelo produtor Tony Edwards, o primeiro músico a topar a idéia foi o tecladista Jon Lord, colega de Curtis nos The Flowerpot Men, onde também tocava o baixista Nick Simper.

O grupo achou um guitarrista - Ritchie Blackmore, que conhecia um baterista - Ian Paice – que por sua vez trouxe um colega da The Maze - o vocalista Rod Evans, com a saída de Curtis, acabou a idéia do rodízio e a banda precisava trocar de nome, e em fevereiro de 1968, renomearam a banda com o título da música favorita da avó de Blackmore: Deep Purple.

O primeiro disco, Shades of Deep Purple, foi lançado em setembro de 1968, cheio de regravações, o disco estourou nas paradas de sucesso dos EUA com uma música de Joe South: Hush, o primeiro single da banda, em dezembro daquele ano, quando o segundo disco (The Book of Taliesyn) já havia sido lançado, eles fizeram sua primeira turnê na América, acompanhando o Cream, nessa turnê, além de visitar a mansão de Hugh Hefner, criador da revista Playboy, o grupo também descobriu que outro motivo de seu sucesso no Novo Mundo vinha do nome da banda - o mesmo nome de uma droga muito popular na Califórnia na época.  O segundo disco também trazia regravações, como River Deep, Mountain High, We Can Work it Out e Kentucky Woman, a composição Wring That Neck sobreviveu, no setlist do grupo, à extinção da primeira formação no ano seguinte e foi o momento de algumas das mais inspiradas trocas de solos entre Blackmore e Lord.

Em 1969, Blackmore e Lord estavam descontentes com a sonoridade do grupo, ambos queriam experimentar mais com volume e eletricidade, mas consideravam que a voz de Evans não acompanharia as mudanças, com o lançamento do terceiro disco do grupo, chamado Deep Purple, reflete a tensão de uma banda que tinha os pés no rock inglês dos anos 60 e a cabeça em algo que ainda estava por ser criado. Aceitando convite do baterista Mick Underwood, Blackmore e Lord foram conferir uma apresentação do grupo Episode Six, de cujo vocalista (Ian Gillan) o ex-colega de Blackmore havia falado muito bem, os dois membros do Deep Purple chegaram a subir ao palco para uma jam, começou aí o mês mais tenso e decisivo em toda a carreira do Deep Purple.

Blackmore, Lord e Paice combinaram um teste com Ian Gillan, Ele levou seu amigo Roger Glover, baixista também do Episode Six, juntos, os cinco gravaram o single Hallellujah, no dia 7 de junho. Os dois foram aprovados e o Deep Purple passou a ter vida dupla. Durante o dia, a segunda formação ensaiava no Hanwell Community Centre; à noite, a primeira continuava se apresentando como se nada estivesse ocorrendo, Evans e Simper não sabiam o que estava por acontecer até a véspera da estréia nos palcos, em 10 de julho, a situação era tão inusitada que, em 10 de junho de 1969, Episode Six e Deep Purple se apresentaram em bailes de Cambridge. O Deep Purple fez 11 apresentações entre a escolha dos novos membros e a estréia da nova fase; o Episode Six, oito, mas Gillan e Glover ainda fizeram outros quatro shows para cumprir contrato com o E6 até o dia 26 de julho, intercalando com os três primeiros shows da segunda formação. Os projetos que já vinham ocorrendo, porém, continuaram, o terceiro disco tinha acabado de ser lançado na Inglaterra quando a nova formação, com sua proposta sonora mais ousada, estreou, Jon Lord estava finalizando seu Concerto for Group & Orchestra, que seria apresentado no Royal Albert Hall, com a Royal Philharmonic Orchestra, no dia 24 de setembro, nesse dia, além de mostrarem o novo tipo de composição idealizado por Lord, os ingleses de todas as classes sociais conheceram Child in Time, composta ainda em Hanwell, a composição mostra tudo o que a nova formação trazia de novo em relação à anterior: mudanças de ritmo, solos poderosos, gritos de banshee, o novo Deep Purple era elétrico e explosivo, e isso ficaria muito claro no primeiro disco da nova formação - In Rock, lançado em abril de 1970. Os ingleses puderam conhecer faixa por faixa do novo disco via BBC durante os vários meses que levaram ao lançamento, conheceram inclusive faixas inéditas, como Jam Stew, e uma versão primitiva de Speed King chamada Kneel and Pray, com uma letra completamente diferente e muito mais maliciosa do que a conhecida.

O segundo disco foi Fireball, que mantém a eletricidade mas envereda por um caminho mais experimental, até um country ("Anyone's Daughter") o disco inclui, ao lado de longos instrumentais como os de "Fools" e rocks mais próximos dos que havia no disco anterior, como "Strange Kind of Woman", mostram uma banda mais madura e mais ousada, e é nessa turnê que Ian Gillan começa a fazer duelos de sua voz com a guitarra de Blackmore.

O próximo passo na experimentação do Deep Purple seria gravar um disco de estúdio feito nas mesmas condições de uma apresentação ao vivo, todos juntos, num mesmo ambiente, criando e gravando juntos como nas longas jams instrumentais que eles faziam no palco, tinham algumas músicas quase prontas quando em uma entrevista um jornalista perguntou como eles criavam suas músicas, Blackmore disse: "assim", e começou a tocar um riff agitado, Gillan entrou na farra e começou a improvisar uma letra: "We're on the road, we're on the road, we're a rock'n'roll ba-and!".

Em setembro, a primeira versão do que seria Highway Star já estava começando a ser experimentada no palco e no programa de TV alemão Beat Club. Dessa apresentação vem o clipe de Highway Star em que Blackmore usa um chapéu de bruxo e Gillan balbucia palavras sobre Mickey Mouse e Steve McQuinn, "Lazy" é outra canção que começou a ser testada antes de ir para o estúdio.

Em dezembro de 1971, eles haviam achado o local certo para criar e gravar esse disco: Montreux, na Suíça, onde até hoje ocorre um famoso festival de jazz.

O melhor lugar para gravar seria o grande cassino da cidade, onde tradicionalmente havia apresentações musicais, o cassino ainda não estava liberado para o Deep Purple quando eles chegaram - faltava uma última apresentação, de Frank Zappa, para encerrar a temporada, então ele foram assistir ao show. Zappa sempre foi um inovador do rock, e naquela apresentação em especial ele usava um sintetizador de última geração, no meio do show, alguém põe fogo no cassino, a música pára, Zappa grita: "FOGO! Arthur Brown, em pessoa!" e orienta os presentes a deixar o cassino calmamente, enquanto isso, Claude Nobs, organizador do Festival de Jazz de Montreux, corria de um lado para o outro para tirar alguns espectadores de dentro do cassino.

O grupo foi transferido para o Grande Hotel de Montreux, no inverno, ele estava vazio, era frio e todos os móveis estavam guardados, estacionaram do lado de fora a unidade móvel de gravação dos Rolling Stones, puxaram alguns fios, instalaram confortavelmente seus instrumentos nos corredores do hotel e começaram a ensaiar, o resultado é que até hoje os shows do Deep Purple contêm ao menos quatro das sete músicas no setlist do disco Machine Head. A história inteira da gravação é contada em poucas palavras na música "Smoke on the Water", a última a ser gravada no disco. Blackmore havia criado um riff que não fora usado, apelidado então de "durrh-durrh", não existia letra, Então veio a idéia de escrever sobre o que acontecera na gravação do disco; Gillan afirma que eles estavam num bar quando Roger Glover escreveu num guardanapo o título da música (que significava "fumaça sobre a água", uma boa descrição da fotografia que um jornal publicou no dia seguinte ao incêndio), Glover por sua vez diz que a expressão lhe surgiu em um sonho e que Gillan lhe respondeu: "não vai rolar; parece nome de música sobre drogas, mas nós somos uma banda que bebe". Nenhum deles apostava que passaria mais de 30 anos tocando "durrh-durrh" toda noite, tamanho o sucesso que a música alcançou, apesar de ter sido gravada em dezembro, ela só entrou no setlist em 9 de março, num show na BBC.

O ano de 1972 é movimentado, o Deep Purple chega pela primeira vez ao Japão, onde foi gravado seu mais famoso disco ao vivo, Made in Japan, na Itália, o grupo também preparava a gravação de Who Do We Think We Are, O ritmo de trabalho da banda, porém, custou caro, por diversas vezes, membros do grupo ficaram doentes, Randy California chegou a substituir Blackmore em um show, e Roger Glover substituiu Gillan em outro, os relacionamentos entre os membros - e especialmente entre Gillan e Blackmore - não iam bem, e em dezembro, Gillan entregou seu pedido de demissão, avisando que deixaria o grupo no final de junho de 1973, dando aos empresários e aos colegas seis meses para decidir o que fazer do grupo.

Em 29 de junho de 1973, na segunda viagem do grupo ao Japão e após um show impecável, em que Jon Lord incluiu o "Parabéns a você" para Paice em seu solo de teclado, Ian Gillan volta ao palco e avisa que seria o último show do Deep Purple, durante o show, não havia nenhum outro sinal de desgaste, Glover também deixou o grupo, passando a se dedicar à produção, no departamento artístico da Purple Records - a gravadora do grupo.

O primeiro novo integrante recrutado para o Deep Purple, logo após o fim da segunda formação, foi o baixista Glenn Hughes, que cantava e tocava baixo no Trapeze, a dupla habilidade empolgou Blackmore e Lord, mas ele não seria deixado sozinho nos vocais, o plano do Deep Purple era buscar a voz de Paul Rodgers, do Free, após um primeiro contato, ele pediu um tempo para pensar e decidiu continuar com sua banda, enquanto seguia a busca pelo novo vocalista, Blackmore e Hughes iam se conhecendo e tocando juntos, O que se tornaria o blues "Mistreated", sem a letra, foi composto nessa época. A hipótese de tocar o grupo com apenas quatro membros foi cogitada, mas a idéia de ter dois vocalistas falou mais alto, com essa idéia nas ruas, os empresários do Deep Purple não paravam de receber fitas de novos artistas, uma delas fora enviada por um rapaz de 21 anos, gordinho e cheio de espinhas, que cantava desde os 15 anos e ganhava a vida vendendo roupas da moda numa boutique: David Coverdale, sua banda e o Deep Purple já haviam cruzado caminhos em novembro de 1969, num show na universidade de Bradford, quando Gillan e Glover haviam acabado de entrar para o Deep Purple, o teste de Coverdale ocorreu em agosto de 1973, durante seis horas, eles tocaram material do Deep Purple e rocks mais conhecidos, como "Long Tall Sally" e "Yesterday"; quando Coverdale foi pra casa, o restante do Deep Purple saiu para beber e decidiu: era o gordinho mesmo - nos meses seguintes, os empresários da banda lhe dariam alguns remédios para afinar a aparência.

Em 9 de setembro, o novo grupo se trancou por duas semanas no Castelo de Clearwell para compor, o empolgado Coverdale - cuja experiência de palco era apenas com a gravação de demos - escreveu quatro letras diferentes para a música que seria "Burn". Uma delas se chamava "The Road", no dia 23, um dia depois de Coverdale completar 22 anos, a terceira formação foi apresentada à imprensa inglesa.

Em novembro, foi gravado o disco Burn, novamente em Montreux, com a mesma unidade móvel dos Rolling Stones com que foi gravado Machine Head, a nova equipe estrearia no palco em 8 de dezembro, na Dinamarca, Era a estréia da nova formação do Deep Purple, mas o disco só sairia em 1974.

O som da nova formação era marcado pela maior velocidade de Blackmore na guitarra e pela tensão entre os dois cantores, no estúdio, os duetos eram perfeitos, no palco, Hughes punha a trabalhar toda a potência de seus pulmões sempre que podia, muitas vezes chegando a intimidar Coverdale, o baixista e cantor também acrescentou à receita do Deep Purple uma boa pitada de tempero funky - que Blackmore aceitou inicialmente a contragosto. Em 6 de abril de 1974, o grupo se apresentou na Califórnia para uma platéia de 200 mil pessoas - era o festival California Jam, que duraria 12 horas e seria liderado pelo Deep Purple, o show, e particularmente o mau humor de Blackmore com o fato de ter de começar a tocar antes do anoitecer com câmeras em cima do palco, ficou famoso por ser explosivo: o guitarrista destruiu uma câmera em funcionamento com sua guitarra e, não contente, explodiu um amplificador, a silhueta do guitarrista em frente à s chamas do amplificador é uma das cenas mais poderosas de toda a iconografia do rock.

A terceira formação do Deep Purple acabaria um ano depois de California Jam, em 7 de abril de 1975, uma semana antes de Blackmore completar 30 anos de idade, era a turnê de lançamento do disco Stormbringer na Europa, com ainda mais balanço funk, o disco desagradou bastante a Blackmore,  ele já tinha algumas idéias na cabeça, e ao sair já tinha uma nova banda formada: o Rainbow, restava ao grupo o dilema entre continuar sem Blackmore - o criador de todos os riffs que tornaram o Deep Purple famoso - ou partir para outra, aproveitando que o grupo era um dos mais lucrativos de toda a história do rock, decidiram continuar, convidando o guitarrista Tommy Bolin, o primeiro norte-americano a fazer parte do grupo, com essa formação, gravam Come Taste the Band, ainda mais suingado. A turnê é complicada, um tanto devido aos problemas de Bolin e Hughes com drogas, em vários shows, como o registrado em Last Concert in Japan, Bolin não conseguia tocar porque seu braço estava anestesiado de drogas, ainda tinha dois agravantes: insegurança e baixa auto-estima, tudo isso apesar de ter gravado belíssimos discos solo, ser considerado um gênio da guitarra e ter tocado com magos do jazz como o baterista Billy Cobham, Bolin não suportava ser comparado pelos fãs aos carismáticos antecessores que teve em grandes grupos de rock, no Deep Purple era a segunda vez em que ele substituía um grande guitarrista.

Ao final do show de 15 de março de 1976, em Liverpool, David Coverdale desabafa com Lord: não havia mais clima para continuar com o Deep Purple, Lord desabafa de volta: não havia mais um Deep Purple para continuar, acabou assim, em clima de confidência, a banda criada oito anos antes e que chegou a figurar no Guinness dos recordes como a mais barulhenta do mundo, oito meses depois, Bolin morreria de overdose no Resort Hotel de Miami, após uma apresentação, e durante oito anos o Deep Purple permaneceria fora do ar. Nesse período, os membros da banda fariam suas próprias carreiras e plantariam as bases para os futuros desenvolvimentos do Deep Purple.

Em 1984 é anunciada a volta do Deep Purple com a sua formação de maior sucesso, com Gillan, Blackmore, Paice, Glover e Lord, é lançado o disco Perfect Strangers, que foi seguido por Nobody Perfect e pelo fraco The House of Blue Light, Gillan decide sair novamente da banda e em seu lugar entra Joe Lynn Turner, ex-vocalista de uma fase do Rainbow, com novo vocal é lançado o discutível Slaves & Masters.

O ano de 1993 traz como surpresa a volta de Gillan e o lançamento de The Battle Rages on... Ritchie Blackmore entra em conflito constantemente com o restante da banda e larga o Deep Purple durante a turnê para remontar o Rainbow, no seu lugar entra o guitar-hero Joe Satriani, apenas para quebrar o galho, para o lugar de Blackmore entra Steve Morse, grande fã da banda e que já havia tocado no Dixie Dregs e no Kansas, a banda se revitaliza e volta com o excelente Purpendicular, com novos elementos, valorizando os desafios entre guitarras e orgão retomando o estilo do Deep Purple. Em 1998 é lançado o razoável Abandon e Jon Lord decide abandonar a estrada, devido à idade, e em seu lugar entra Don Airey, um tecladista que passou por diversas bandas de hard rock, entre elas, o Rainbow de Blackmore, com Airey, Gillan, Morse, Glover e Paice são lançados Bananas, em 2003, e  Rapture of the Deep, em 2005.

Jon Lord faleceu em Londres, no 'Clinic Hospital', aos 71 anos de idade após sofrer uma embolia pulmonar.
 

Chuck Berry

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Cássia Eller

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É a mais importante cantora e violonista do rock brasileiro dos anos noventa, sua voz grave e marcante, seu ecletismo musical, vez ela ir de canções de grandes compositores do rock brasileiro, (Cazuza e Renato Russo), a artistas da MPB como Caetano Veloso e Chico Buarque, passando pelo pop de Nando Reis e a musica incomum...


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Barão Vermelho

novembro 23, 2013

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Black Crowes

novembro 23, 2013

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